segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

TIPITI - Cooperar para mudar

O Texto abaixo se refere à mais nova iniciativa dos colegas músicos do Amazonas. Trata-se de uma cooperativa de músicos chamada TIPITI. Tomei conhecimento a partir de um e-mail da colega cantora Karine Aguiar sobre a mesma. Abaixo alguns parágrafos sobre essa iniciativa que eu vejo com bons olhos.

Primeiramente devo parabenizar a pessoa ou o grupo que teve a idéia de fazer essa cooperativa. A razão disso é que cooperativas representam, antes de tudo, autonomia em relação ao atraso que é o Estado. Eu sou anarquista confesso e vejo no Estado (democrático mesmo, explicarei logo abaixo) como o estágio mais elementar da organização política de um povo, aquilo que Marx havia explicitado como "estágio de transição" a uma forma de organização política autônoma e independente. O Estado, como conhecemos, é sim um passo à frente da barbárie, mas quilômetros atrás no que tange aos interesses orgânicos de uma sociedade. Não vou me atrever a ser alvo de criticas à toa por ser "mais um critico" do Estado, até porque em algumas situações ele funciona, sobretudo quando o nivel de complexidade da sociedade a qual ele "representa" é baixo, ou seja, quando não há tantas contradições a serem resolvidas.

Aliás, isso é um mar de rosas, quase um sonho, basta você se imaginar como prefeito de uma localidade onde o que for feito por você irá agradar a todos. Ora, isso é quase uma quimera. Mas é justamente aí que reside a contradição do Estado, pois, por mais que se use o adjetivo "democrático" ao seu lado, o que impera é o personalismo, a vontade de um Eu sobre os demais eus, e é quando a democracia se vê aprisionada, desacretidada e submetida ao ego de um persona, reduzindo muitas vezes o processo eleitoral de escolha de representantes a um grande teatro obrigatório. Vejamos no parágrafo seguinte como, diante de uma sociedade complexa formada por caboclos, ribeirinhos, indígenas, manauaras, paraquedistas e urbanóides (aqueles que só conhecem Manaus e as vezes só o Distrito Industrial), etc, se consegue esse mar de rosas das não-contradição.

A mecânica do Estado funciona quando seu líder convence, com sucesso, a maior parte a população de que suas metas, seus planos de governo, em suma, seus desejos, são o que há de mais importante a ser feito e de quando isso concretiza, de alguma forma, as vontades desse povo já convencido pelo discurso. Quando 80 a 90 % concordam com você TUDO fica mais fácil, não é mesmo ? Os outros 10 a 20% podem se enjaular em suas crises de não concordância com a situação, se embebedar, se matar, ou seja, serem desnutridos e ficarem à mingua e à margem do espirito democrático, pois quem é eternamente oposição na verdade está fora do jogo1 .

Os espaços artisticos foram "estatizados", não no estilo "cubano" de estatização de esquerda, mas no sentido puro e simples da viabilização da manifestação desse personalismo politico. Tirando os espaços da UFAM e seu potencial de produção cultural e alguns auditórios espalhados pela cidade, não sobrou muita coisa onde você possa levar um publico para estar em contato com sua produção artistica. A arte no Amazonas se tornou (com exceção de alguns poucos espaços) uma arte oculta. A arte e a cultura que se mostra é a arte que passa pelo crivo do persona. E sua concepção de arte não poderia deixar de ser personalista. A população foi convencida e assiste tudo que é oferecido pelo Estado de graça. Você, artista, tente fazer algo cobrando mesmo que 3 reais certamente correrá riscos. Daí a notavel tentação de se "atrelar" ao sistema e se entregar a lógica do "faça o que eu quero que faças", golpe de misericórdia em qualquer aspiração à criação, arte por encomenda2 ? Suspeito isso, não ?


Então, diante de uma iniciativa como essa da cooperativa, eu não posso deixar de expressar meus votos de boa sorte e minha felicidade ao saber que está surgindo uma reação e que, enfim, os colegas artistas enfm conseguiram superar essa crise edipiana representada até então no constante choro em busca de apoio junto ao Estado.

Em tempo, criticar o Estado não me torna necessariamente um liberal nem um anarquista, pois o anarquismo só existirá um dia se for em grupo. Isso apenas me dá a possibilidade de vender meu peixe sobre a importância do anarquismo como concepção politica de sociedade e reacender esse a discussão sobre esse assunto, tornando-o público. Ora, as cooperativas surgiram com os anarquistas no séc XIX, por isso o anarquismo aparece aqui como contra-ponto.

Não se trata de dar uma "banana" a quem acredita nessa democracia personalista, mas sim de convidá-los a dar o apoio a uma iniciativa ousada, por mais tímida que ela seja, no sentido de resgatar a dignidade do artista local e reacender a discussão sobre a cultura que se faz aqui.

Meus votos de que a cooperativa não seja apenas mais uma instituição burocrática de repasse e controle de recursos e que ela não se arme até os dentes como entidade controladora como a falida Ordem dos Musicos, e muito menos que caia na mão de mais um persona manifestando apenas suas intimas vontades, mas que ela possa, muito além disso, promover o preenchimento criativo desse vazio presente mantido pelo Estado e também pelos próprios artistas que até então insistiam em bancar o Édipo alcoolizado à sargeta de algum beco à espera de uma mãe. Não podemos esquecer que o cordão umbilical deve ser cortado após cumprir sua função na condução de nutrientes durante a gestação, fisio e simbolicamente falando.

1Um exemplo disso são os partidos de extrema esquerda (nunca eleitos), pois têm sua participação na democracia considerada uma piada de mal gosto, a presença deles no horario politico não é graças às idéias que defendem e sim graças a uma lei eleitoral que os ampara, sabemos que na verdade eles estão fora do jogo, como esteve o PT e o PC do B, ate perceberem que, se não mudassem o "discurso", iam continuar patinando ad eternum no cenário politico "democrático".
2 Aqui cabe uma outra discussão sobre o aspecto politico da arte, uma vez que sabemos que muitas das obras de arte que entraram pra história da humanidade foram encomendadas por representantes da nobreza. Aliás, arte e nobreza se relacionaram muitas vezes ao longo da história.


Matheus Gondim de Freitas Pinto
Pai, músico, filósofo e mestre em educação pela UFAM.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Camadas oníricas

É impressionante o poder de fascínio que os sonhos exercem sobre nós. Portais para outras dimensões ou tempos, reflexos de nossos inconscientes, projeções de nossas taras e traumas, espaço de assimilação de novos conhecimentos - muitas são as explicações para o sonhar, e ainda muito mais amplas são as possibilidades que reservam e os lugares e situações fantásticas onde nos levam.

Aproveitando-se disso, o diretor Cristopher Nolan, mais uma vez, deu um show no filme "A Origem" (Inception, USA, 2010), utilizando das terras de Lorde Morpheus para contar uma grande e complexa história. Sua capacidade única de criar narrativas não lineares demonstrada em seu debut hollywoodiano "Amnésia" (Memento, USA, 2000), foi extrapolada em "A Origem". No já clássico filme de 2000, a estória de Leonard Shelby, um homem que sofre de perda de memória recente e busca o assassino de sua esposa, é contada através de duas linhas narrativas. A primeira tenta mostrar ao telespectador como é viver redescobrindo o mundo e as verdades a cada momento, partindo sempre do que se vê agora na tentativa de montar o quebra-cabeças do passado. Em outros momentos, a estória é contada da forma linear, no sentido presente-futuro. Aquele filme já demonstrava toda a genialidade do diretor, que lhe rendeu, inclusive, uma indicação ao Oscar de melhor roteiro original.

Em "A Origem" esta intrincada tecelagem temporal é levada ao extremo. Em determinados momentos, o filme é contado em 4 diferentes lugares, com percepção distinta do tempo em cada uma. Por isso mesmo, fora a qualidade da fotografia e da trama em si, vale a pena assistir novamente ao filme para, assim como "Amnésia", perceber os vários pequenos detalhes e o cuidado do diretor na montagem do filme.

Na versão em Blue-Ray, um segundo disco traz um interessante documentário sobre os sonhos, que muito me lembrou de "Waking Life", outro filmaço que merece um post próprio no futuro, ou, na visão de Nolan, em algum momento que poderia muito bem já ter acontecido, mas ainda não foi exibido para aumentar a tensão da trama.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Vazio sempre presente

Dia desses fizeram-me uma pergunta simples, mas que abriu uma enorme interrogação em minha cabeça:

"O que você quer fazer antes de morrer?"

Ora... tantas coisas! Tantos lugares pra conhecer, comidas para saborear, pessoas pra descobrir, novos sons pra me encantar... Ok, all right... Parei por um tempo para refletir, e percebi que estes clichês não têm uma forma concreta e, na verdade, são muito mais uma atitude de abertura para o mundo do que a definição de objetivos claros e precisos que criei para minha vida. Tentei, então, ir um pouco mais fundo e descobrir que sonhos não realizados existem dentro de mim. O que me motiva a seguir em frente? O que eu tenho que realizar antes de morrer? Por que eu faço um tremendo esforço e consumo recursos tentando manter-me vivo?

Depois de muito pensar, percebi que não há nada grandioso me empurrando para a frente. Grande vazio. Percebi vários motivos pontuais, a maioria imediatos, que me dirigem no dia-a-dia, mas nenhum grande objetivo. De fato, o que surgiu de todas essas ponderações foi a absurda necessidade de preencher conscientemente esse vazio. E hoje eu responderia àquela pergunta assim: "Antes de morrer que quero projetar um grande e inspirador sonho!"

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Tenho que ser justo e dizer que outra coisa que me inspirou a escrever este post foi descobrir, via minha amiga Samantha Avelino, que haveria um show do Stone Temple Pilots em São Paulo ontem, 09/12/2010. Sou fã dos caras. Adoro os discos deles e vejo-os como uma das maiores bandas rotuladas como grunge, apesar de considerar o som deles muito mais próximo do rock de arena do Led dos anos 70, do que do som do Alice in Chains, por exemplo. Infelizmente, não pude ir ao show, mas fiquei morrendo de vontade!

Procurando uma música deles para postar, lembrei de "Big Empty" e na mesma hora revivi toda aquela sensação de vazio descrita acima. Confiram este fantástico som (e se possível procurem pela versão original, que também fez parte da trilha sonora do primeiro filme "O Corvo", com o Brendan Lee):

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem procura, acha (ou como o Restart virou os Beatles dos nossos dias)

Ouço constantemente amigos reclamando sobre os rumos da música contemporânea, normalmente utilizando o argumento de que já não se fazem mais músicas como antigamente. Em certa medida, eu até concordo com eles. Não se fazem mais músicas como antigamente, justamente porque hoje não é antigamente!

Os tempos são outros, as tecnologias são outras, o mercado é outro e o público também. As inquietações básicas permanecem, mas novas questões são colocadas à frente do ser humano a cada dia, gerando novos pontos de vista e de reflexão. Nem mesmo os meios através dos quais se propagam as novas canções são iguais. Da materialidade e raridade (e porque não falar da sacralidade) do Vinil à ubiqüidade, banalidade e facilidade de proliferação dos formatos digitais disponíveis na rede. Walter Benjamin, na década de 30 do século passado, já falava disso ao sentir indícios da dessacralização da obra de arte, uma vez que a mesma deixara de ser a única, processo esse amplificado com o surgimento da Indústria Cultural.

Os Beatles do começo da carreira eram completamente diferentes dos Beatles dos últimos discos. Se os caras estivessem juntos ainda hoje, seus novos discos certamente iriam soar diferentes e desagradariam muitos fãs. Fenômenos da dimensão de Led Zeppelin e U2 não acontecerão novamente. Não da forma como aconteceram, pois a própria indústria e o cenário onde puderam se desenvolver mudaram de tal forma que seria simplesmente impossível reproduzir as circunstâncias nas quais se geraram estes mitos.

Só posso imaginar como deveria ser a ansiedade de ficar sabendo que o Pink Floyd havia acabado de lançar um disco novo e aguardar meses (e até anos) para poder finalmente me deliciar com aqueles novos mundos inexplorados. Cheguei a sofrer dessa ansiedade aguardando um bom tempo para colocar as mãos em alguns CD’s. Não esqueço dos meses de ansiedade que antecederam a primeira audição de discos como “KID A” do Radiohead e o “Load” do Meatallica (assim como o prazer indescritível após a audição do primeiro e a grande frustração inicial causada, inicialmente, pelo segundo).

Nas décadas de 70, 80 e 90, valia a pena para as gravadoras abraçar um grande artista e dar-lhe espaço para o desenvolvimento de obras-primas. Os contratos eram milionários e previam a gravação de vários álbuns. Esse investimento era recompensado pela grande quantidade de discos vendidos, e, por isso valia a pena gastar mais alguns milhões em marketing, transformando os caras em lendas vivas.

Hoje, o cenário é outro. Vendem-se muito menos discos, qualquer um pode gravar um disco em casa, e a chance de um artista hoje genial tornar-se passado em três meses é muito grande. Dessa forma, a forma das gravadoras trabalhar (e criar lendas) mudou. Eles já não podem esperar que um grande talento leve 3 ou 4 discos para chegar à sua obra-prima. Elas precisam ser geradas logo de cara. O problema é que o conceito de obra-prima para quem está visando retorno financeiro é bem específico – diz respeito a atender a demandas do mercado. Ou seja, tem um monte de gente querendo comprar discos do Fresno e surge, concomitantemente, surge uma moda revival dos anos 80, por que não pegar uns garotinhos que tocam igual ao Fresno e se vestem igual a um clássico da Sessão da Tarde? BUMBA! E dá-lhe explosão de Restart’s e Cine’s da vida.

O som é bom? Não posso nem julgar. Consegui ouvir muito pouco tempo e não fez meu gosto. Mas devem agradar a muita gente porque não param de ganhar prêmios (muitas vezes bancados pelas gravadoras) e de tocar nas rádios (à base de muito jabás). Infelizmente, Justin Bieber, Lady Gaga, Fresno, Cine e afins são os Beatles do nosso tempo. Não em termos de qualidade, longevidade ou talento, mas em termos de produtos oferecidos pela Indústria Cultural de Massa.

Contudo, se você tiver um pouquinho mais de paciência, tempo e os ouvidos abertos a novos acordes, existe um mundo (ou pelo menos o suficiente para formar uma pequena nação) de bandas independentes fazendo som de qualidade ao redor do mundo e divulgando seu trabalho pela internet, com o simples propósito de fazer música de verdade, e quem sabe conseguir viver disso. Basta procurar.

Tem muita coisa boa rolando por aí e eu recomendo a todos que dêem um giro nos blogs dedicados à música antes de falarem novamente a infame “Não se faz mais música boa...”.

Em homenagem à caça por novos sons, vou colocar aqui um vídeo de uma bandinha que conheci esses dias. Sonzinho bem legal e cujo nome me inspirou a escrever esse texto: The go find.

Confiram o vídeo e fica o convite, inquietem-se todos e vamos atrás de novos achados musicais!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Festival "Até o Tucupi"

Manaus viu um dos maiores eventos culturais já realizados na cidade em novembro de 2010 - o "Festival Até o Tucupi". Uma série de oficinas voltadas aos produtores e fazedores da cultura, show musicais, intervenções em espaços públicos e uma belíssima festa de encerramento que fechou a Av. Eduardo Ribeiro, e contou com o show de diversas bandas locais como DJ Carapanã & Jander S/A, DJ Tubarão, Aliases, Elisa Maia, Snatch, João Pestana, Tudo Pelos Ares, Platinados, Tucumanus, Cabruêra, e interferências artísticas Movimento Negro e do Coletivo Difusão. Além disso, em certo momento da festa pode-se visualizar a chegada da caminhada da consciência negra ao Palco do evento.

Ao lado fotos que fiz logo no início da festa... porque depois de um tempo eu queria mais era curtir o som tomando uma cerveja gelada! Querendo conferir mais fotos, é só acessar minha página no Flickr.



domingo, 28 de novembro de 2010

(des)Caso Público

Não gosto de ficar falando mal de Manaus, mas tem momentos em que não dá pra segurar.

O trânsito da Djalma Batista não flui especialmente por conta de vários gargalos que se formam ao longo de seu percurso. Entre eles o ponto de ônibus em frente ao (1) Manaus Plaza (que felizmente tem recebido alguma atenção por parte do Estado depois que a insólita dupla Ronaldo Tiradentes e Marcos Santos reclamou na CBN), (2)o sinal que dá acesso a Pedro Teixeira, onde sempre formam duas filas de carros que vão virar à esquerda, deixando apenas uma estreita, e de asfalto extremamente irregular, mão, numa via de grande circulação e velocidade e (3) o samba do crioulo-doido que se forma desde a frente da UNIP até a entrada do Ciesa.

Difícil descrever o que ocorre ali para quem nunca teve a chance de visualizar, mas começo dizendo que há uma parada de ônibus no lado de direito da Rua em frente ao Carrefour (onde carros entram e saem em marcha lenta). Do outro lado da rua, carros diminuem para entrar num retorno e chegar à Recife, e outros carros oriundos da Recife saem devagar, deixando apenas uma a faixa central com possibilidade de fluidez (lembre que do outro lado há ônibus parados), mas que não chega a se concretizar pois todo-mundo-corta-todo-mundo.

Some-se a tudo isso inúmeras entradas de condomínios, posto de gasolina, outro retorno, duas universidades, e as pessoas criando as rotas mais complexas e inimagináveis neste pequeno espaço abençoado pelo caos e escolhido como sua morada na hora do rush.

Isso faz com que um trajeto que deveria levar 4 minutos para ser completado, chegue a te tomar 30 minutos diários de vida. Isso se você passar lá uma única vez por dia.

Eu acreditava já estar condicionado com esse cenário, afinal sou um ser humano geminiano altamente adaptável. Contudo, percebi que, de acordo com Murphy, tudo que está ruim pode e tende a ficar pior. Com a ajuda de pessoas que "amam" nossa cidade, é claro. O Braga Veículos acaba de inaugurar uma filial logo depois do sinal da Djalma Batista (gargalo 2 acima), e por conta de um estacionamento diminuto, vários carros estão sendo estacionados na rua! Delícia, hein? O que quer dizer que agora, não somente resta apenas uma mão para quem não deseja dobrar para Pedro Teixeira, como essa única mão estará constantemente obstruída! Eu gostaria muito de ver um jovem rapaz vestido de azul com um bloquinho na mão, multando carros em frente a um estabelecimento que leva o nome Braga. Ou seja, ou eu compro uma moto pra conseguir passar nesta fresta que nos resta, ou arranjo um novo caminho para casa.

Uma salva de palmas!